AO VIVO
Menu
Busca segunda, 26 de julho de 2021
Busca
Belo Horizonte
26ºmax
12ºmin
Correios Celular - Mobile
Internacional

Havana estende toque de recolher e proíbe viagens a partir da capital

Intenção é controlar segunda onda de contaminações

13 setembro 2020 - 06h30Por Paulo Toledo*

O governo cubano colocou Havana novamente em um rígido lockdown ontem (8), depois do ressurgimento de casos do novo coronavírus, numa segunda onda, determinando que restaurantes, bares e piscinas fechem mais uma vez, suspendendo transporte público e proibindo o acesso à praia.

A intenção é controlar uma segunda onda de casos do novo coronavírus na capital e que ameaça chegar ao interior. O pacote de medidas restritivas inclui toque de recolher noturno e a proibição de viagens de Havana para outras províncias.

As limitações foram aprovadas em 1.º de setembro e deveriam ser suspensas na terça-feira, mas agora devem continuar em vigor até o dia 30.

De acordo com o governador de Havana, Reinaldo García Zapata, embora a tendência de contágio esteja em queda, ainda é cedo para relaxar as restrições.

"Não fomos capazes de conter a propagação do vírus", disse Zapata, em um programa de TV, na sexta-feira à noite, quando fez um balanço da pandemia. "O risco (de um novo surto) é evidente", afirmou, lembrando que novos casos que apareceram em 15 cidades do país.

O toque de recolher é vale para todos os dias, entre às 19 horas e às 5 horas. No país, as autoridades já tinham aprovado fortes sanções para quem não cumprisse medidas como o uso de máscaras.

De acordo com a polícia, foram aplicadas 5 mil advertências e estão previstas multas de até US$ 150 (R$ 797) para quem desrespeitar as regras impostas na pandemia - uma fortuna para os padrões da ilha, cujos trabalhadores ganham por volta de US$ 80 (R$ 425).

Na sexta, o diretor de Epidemiologia de Cuba, Francisco Durán, informou que nas últimas 24 horas foram registradas 60 novas infecções e duas pessoas por covid-19.

A ilha tem hoje um total de 4.653 notificações e 108 mortes pela doença desde março, quando surgiu o primeiro caso.

Em julho, o governo cubano trabalhava com uma perspectiva otimista de que havia um controle relativo da doença, ficando dias sem notificar nenhum novo caso. No entanto, o relaxamento das restrições desencadeou uma escalada de novas infecções, sobretudo em Havana e nas suas províncias vizinhas, no oeste da ilha.

Como muitas regiões ao leste do país não relatam casos de covid-19 desde junho, foi preciso "isolar" Havana, disse o governo local. Na região leste do país, as aulas presenciais já foram retomadas, o transporte público circula com alguma normalidade e o comércio já está aberto. Nada disso ocorre em Havana, por enquanto.

Cuba mantém suas fronteiras fechadas e há quarentena obrigatória para qualquer viajante, além do isolamento obrigatório para casos suspeitos de quem chega do exterior.

* Com informações da AE