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ECONOMIA

Inflação ao consumidor deve se elevar no curto prazo, diz ata do BC

Na semana passada, colegiado manteve a Selic em 2% ao ano

22 setembro 2020 - 11h00Por Martha Alves*

O Banco Central reconheceu nesta terça-feira (22), que a inflação ao consumidor "deve se elevar no curto prazo". Contribuem para isso "o movimento de alta temporária nos preços dos alimentos" e a "normalização parcial dos preços de alguns serviços", na esteira da retomada da atividade e da redução do isolamento social.

As considerações foram feitas por meio da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), publicada pela manhã. Na semana passada, o colegiado manteve a Selic (a taxa básica de juros) em 2% ao ano, após ter promovido nove cortes consecutivos.

Da reunião do Copom de agosto para a de setembro, algumas pressões inflacionárias ficaram claras, como a verificada na alta do preço do arroz. No documento desta terça, o Copom trata a pressão sobre os alimentos como "temporária".

Na ata, o colegiado avaliou ainda que os preços administrados devem apresentar "variação contida". O BC citou como exemplo  "o recuo nas tarifas de plano de saúde em setembro e a queda projetada para o preço da gasolina a partir de outubro".

No mais recente Relatório de Mercado Focus, publicado na segunda-feira (21), os economistas do mercado financeiro projetaram alta de apenas 0,90% nos preços administrados no acumulado de 2020. No caso de 2021, porém, a expectativa é por elevação de 3,84%.

*Com informações da AE